quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia9

Bem, hoje continuamos falando sobre personagens! Mas hoje não vou falar sobre os meus e sim sobre personagens com os quais eu não joguei.

#Dia 9 - Personagem favorito com o qual eu não joguei.

Achei a proposta de hoje um pouco vaga. Estamos falando de NPCs (personagens feitos pelo mestre para interagir, não pertencentes aos jogadores), personagens de outros jogadores ou personagens que eu fiz, mas acabei não usando? Ou sobre as três coisas? Bem, eu resolvi escolher uma das categorias e vou falar sobre NPCs.

Tenho uma confissão para fazer: eu adoro NPCs. Sei que já disse mais ou menos o que eles são ali em cima, mas destrincharei: os NPCs (desculpem usar a sigla em inglês; não é por chatice, é por costume mesmo! Antes não tínhamos material traduzido e acabamos pegando vários termos das versões originais) são os personagens que o mestre faz. Cada jogador vai ter um personagem, certo? Mas esses personagens não podem ser as únicas pessoas do mundo, oxe! Eles precisam interagir com a ambientação e com outros indivíduos. Eles precisam conhecer gente que vai fazer a história andar. É aí que entram os NPCs (Non-player character), que podem ser qualquer pessoa: um taverneiro, um agricultor, o rei ou a rainha de um continente inteiro, uma bibliotecária, um pirata, o chefe da milícia, etc. Se eles tiverem nome, preste atenção, vão ser importantes, hahahaha!

NPCs sem nome... você nunca mais vai vê-los.

E por que eu digo que gosto de NPCs? Bem, sabe quando você lê um livro e até curte os protagonistas, mas tem um personagem secundário ali que ganha o seu coração? Isso sempre acontece comigo, sério... e eu sofro da mesma síndrome nas aventuras que a gente joga. Os NPCs são aqueles personagens secundários encantadores e carismáticos, aquele rapazinho ou moça que você gostaria que "aparecesse mais" ou que tivesse sua série/livro/filme próprios (ou não, para não estragar o "brilho"). 

Em nossas aventuras em Elgalor, nós tivemos uma infinidade de NPCs ao longo dos anos. Alguns NPCs são até personagens nossos de aventuras antigas que aparecem na atual (é muito divertido). Mas confesso que gosto mesmo daqueles que os mestres criam. Meu troféu de favorito vai para o NPC que conquistou o coração da minha personagem preferida: Coran Bhael, elfo cuja vida a gente praticamente desgraçou (sem querer) e que teve de se tornar rei de um dia para outro e enfrentar uma porrada (literalmente) de coisas ruins.

Odin sempre disse que se baseou no Fingolfin para criar o Coran, então vamos representá-lo como o mestre quis. 


A aventura em que conhecemos esse NPC foi incrível e muito divertida (e trágica). Nós precisávamos recuperar um tomo sagrado em uma ilha remota onde havia um reino élfico, Sírhion. Antes de embarcarmos, conhecemos um historiador de passado muito triste que precisava/queria ir até lá a fim de pesquisar o lugar. Nós concordamos em levá-lo depois de muitas perguntas e magias para detectar mentiras. Ok. A viagem foi um pouco conturbada, mas chegamos. Como o reino era élfico, em um primeiro momento, só elfos e meio-elfos puderam entrar. Lá fui eu, A BARDA, toda cheia de papo. Fomos recebidos por um elfo jovem que parecia ser um general do lugar, o nome dele era Coran... rapaz simpático. Graças a ele, tivemos uma audiência com o rei, chamado Bremen... conversa vai, conversa vem, e eu toda orgulhosa porque conseguimos autorização da realeza para trazer todo o grupo para dentro do reino. E lá vamos nós e o moço Coran chamar toda a cambada. 

Todos dentro do reino, explicamos que precisávamos adentrar um santuário deles, um lugar entre dimensões. Eles contaram que o lugar era protegido por dois guardiões em forma de leão... o negócio era todo intrincado, lá dentro o tempo passava de modo diferente e tal... enfim, foi muito quiprocó para conseguirmos um acordo. O historiador que nós levamos pediu para ficar de fora; ele não tinha interesse no tomo, ele só queria pesquisar e saber mais sobre o reino de Sírhion. Tudo muito lindo,  tudo muito amigável, SÓ QUE NÃO. 

Nós realmente entramos no santuário, enfrentamos os guardiões e recuperamos o tomo dos cânticos profanos, que era extremamente importante para a campanha. Só que, quando saímos, já havia se passado um par de dias em Sírhion e a pobre e linda floresta ESTAVA PEGANDO FOGO!! 

SO-COR-RO

Tá, a situação não estava tão crítica assim, mas tava bem ruim. Quem nos recebeu lá fora foi quem, de novo? Moço Coran. Ele explicou que nosso historiador não era historiador coisa nenhuma, era um CAPIROTO dos infernos que devia ter poderes divinos para ter conseguido passar por todas as detecções nossas e de um reino élfico inteiro (bem. Sim, no final, descobrimos que se tratava mesmo de um deus MALIGNO!!! E justamente um deus da enganação). Coran, todo machucado e ferrado, pediu que nós entregássemos o tomo para ele, revelando ser, na verdade, o príncipe de Sírhion. Ele tinha levado o povo dele (o que tinha sobrado, pelo menos) em segurança por alguns portais mágicos e precisava destruir aquele tomo de alguma forma... Culpados e tristes, nós entregamos o tomo e...

PUFT! Coran sumiu. Aaaaah... Não era ele, dessa vez...


ERA O MALDITO HISTORIADOR. QUE RAAAIVA! O cara que tinha sido responsável por tudo aquilo, pelo fogo na floresta, pela cabeça do rei Bremen em uma lança.. ESPERA AÍ, cabeça do rei, AI, MEU PELOR!!!

Foi horrível. Sei que falando rapidinho assim parece que o grupo era todo burro, mas gente, juro que não foi o caso. O Matheus (mestre) fez tudo tão direitinho (as conversas foram todas longas, o tal historiador passou por um monte de "testes", o Coran-que-não-era-Coran não tinha nenhum traço de magia ou enganação nele...) que a gente caiu feito um bando de patos. Havia caminhos diferentes para tomarmos, mas os resultados teriam sido mais ou menos os mesmos. 

Bem, arrasados, começamos a voltar para o nosso barco e ver toda aquela destruição horrível e uma Sírhion vazia, a não ser pelos corpos e por uns capirotos remanescentes contra quem lutamos. E quem a gente encontra, quando estávamos quase partindo? Coran, agora sim o verdadeiro, sobrevivendo em ritmo de guerrilha, sem comer ou dormir há uns dois dias. MAS EU FIQUEI COM UMA DÓ do pobre que vocês não têm noção. Descobrimos que a) sim, ele era mesmo o príncipe; b) ele tinha mesmo levado parte do povo dele para um local seguro por meio de portais, a muito custo e c) ele não sabia exatamente o que tinha acontecido com o pai, por conta da correria. O coitado desmaiou, óbvio, passamos um dia todo cuidando e alimentando o pobre elfo, e depois o levamos para enterrar a cabeça e o corpo do rei Bremen. 

FOI MUITO TRISTE! Mas Coran resolveu que tinha de honrar as memórias do pai (e da mãe, que tinha morrido há tempos e que tinha sido... UMA BARDA MEIO-ELFA!!). Foi embora com a gente, recuperou uma espada importante de uns drow filhos da mãe, reuniu o que restava de seu povo e voltou para Sírhion. Depois de muitas águas rolarem e de ele reaparecer várias vezes na campanha e ajudar a gente um monte, a primeira parte da história acabou. Eu resolvi voltar para Sírhion porque queria reparar um pouco do dano que tínhamos causado por lá e ajudei a restaurar todos os registros históricos do reino. Coroamos o Coran também, que só se deixou ser rei depois de resolvido o quiprocó do historiador falso/deus maligno (era o Cyric, do Forgotten, que Odin emprestou). 

Mas teve a segunda parte da aventura, e nesta eu decidi que minha barda tinha se apaixonado por ele durante os anos que passou em Sírhion (porque... óbvio, né, gente? Toda boa história tem de ter um bom romance XD). Mas é claro que ela não dizia nada, jamais, porque teria toda a falação de que "só porque ele é rei agora, barda aproveitadora". Além disso, o grande rei élfico de Sindhar estava querendo casar o Coran com a filha dele... bem, todos aqueles impedimentos clássicos. A história foi muito legal, o Coran também gostava da Astreya e era muito ♥. Resumidamente, no final da campanha, ele e mais um rei (um humano, além do rei de Sindhar e do rei anão Balderk, que tinham sido mortos antes) foram assassinados pelo grande vilão da história (a mando dele, pelo menos) por causa de um ritual profano (e reis não podem ser ressuscitados em Elgalor, foi super dramático). Mas, logicamente, derrotamos o vilão (com muuuuuito custo, quase que todo mundo morre) e graças a uns poderes que minha personagem foi adquirindo ao longo da campanha, minha barda conseguiu uma canção especial e eu acordei meu rei na marra, CANTANDO, tipo Lúthien comovendo Mandos pra trazer Beren de volta. Gente, foi tão bonitinho. Juro. Eles casaram e foi fofo.

Este é o Fingon, mas podia ser o Coran. Depois de um tempo, a gente praticamente só encontrava ele assim.  A vida de um rei não é fácil em Elgalor. 


Bom, gente, depois deste livro, eu me vou. Obrigada a quem ler até aqui. Mas me contem, quais são seus personagens alheios favoritos? ♥

4 comentários:

  1. Confesso que fiquei com pena de seus personagens naquele momento, mas no fim, tivemos todos uma boa história, graças a vocês.

    Acho que meu NPC favorito foi um halfling chamado Boris Puddlefoot. Inicialmente, ele não tinha absolutamente nada de especial (nem mesmo uma classe de personagem), só uma imensa boa vontade em ajudar a todos. No final da campanha, ele descobriu ter um poder especial para purificar locais contra poderes sombrios (algo que apenas ele no mundo conseguia), mas ainda assim, não conjurava magias, não lutava, não encontrava rastros... enfim, continuava sendo uma pessoa comum que se preocupava muito com seus amigos. Mas acho que foi justamente isto que fez com que todos no grupo lutassem tão ferrenhamente para protegê-lo, e por isso que gosto tanto dele.

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    1. BORIS BORIS BORIS BORIS BORIS BORIS BORIS BORIS BORIS O MAIS FOFO DE TODA ELGALOR!!!

      Ele, Athelstan e Tristan disputam o segundo lugar nas minhas preferências. Na verdade, ocupam o lugar juntos. Não dá para escolher. Mas a Séfora não sabia o que fazer com dois personagens tão queridos como o Boris e o Athelstan. Ainda bem que cada um andou no grupo em momentos diferentes, senão ela não ia saber para que lado virar o bastão na hora de lutar e proteger a dupla de seres bons e inocentes do grupo. A questão do Boris ser uma pessoa comum era muito bacana mesmo, e eu senti o mesmo efeito com o Athelstan. Como ele basicamente só curava, me sentia mais responsável ainda por protegê-lo, sendo uma monja cheia de códigos de conduta e versada no combate. Me sentia uma cavaleira de ouro defendendo um filho da luz e um aasimar XD. Foi muito divertido.

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  2. Puxa vida, que MEGA HISTÓRIA vocês fizeram!!! Nossa, isto é digno de O Silmarillion^^

    E nossa, se eu jogasse com vocês, pelo visto ia ficar apertando o Boris o tempo todo. Ele parece MUITO FOFO!!!

    No meu caso, meu NPC favorito foi um guerreiro de Mulhorand que depois se casou com Gaea, minha personagem favorita. Ele era um escravo que ganhou a liberdade depois de salvar os filhos de seu mestre, e nos ajudou muito naquela aventura. Nada tão épico como a história do Coran, mas foi bem legal também!!!

    Beijos da Amanda^^

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    1. ERA MUITO LEGAL, AMANDA!! Como eu disse, o Odin estava inspirado. Não me esqueço dessa aventura, foi uma coisa louca, todo mundo ficou bastante envolvido. Mas todas as aventuras do Odin são legais assim, se os jogadores colaboram, a coisa vai de vento em popa!

      O BORIS É UM LINDO! E eu estou pilhada para fazer minha halfling ladina só para poder casá-la com ele, HAHAHAHAHAHAHA, gente, eu não tenho jeito, devia ter nascido no México para escrever novela, valha-me senhor. Meu cunhado tira o maior sarro de mim, ele já revira os olhos quando sabe que eu estou arrumando par na aventura. Daí eu falo, "você não gosta de interpretar personagens esquisitos? Pois é, eu gosto de ter um par na aventura". CADA UM COM SEUS PROBLEMAS.

      QUE LINDAAAAAAAAA a sua história com o guerreiro de Mulhorand ♥. Só esse background de escravo que ganhou a liberdade já deixa minha imaginação shippadora toda aguçada. E que bom saber que não sou só eu que fico casando minhas personagens ^^.

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