sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia10

Saudações, pessoal! Hoje, examinando novamente a tabelinha do desafio, me dei conta de que o desafio do dia 14 era falar sobre o NPC favorito. Ou seja, interpretei errado o desafio do dia 9 e acabei fazendo o do dia 14 nele, hahahahahaha! Mas não tem problema! No dia do 14 eu faço o do dia 9 de novo, falando sobre personagens que não sejam NPCs. Desculpem o embaralhamento... XD. 

O assunto de hoje poderia render uma série de posts e eu não esgotaria tudo o que tenho para contar. Quer dizer, esgotaria sim, graças a minha memória que tem se tornado pior a cada dia. Mas, de qualquer modo, vamos lá... 

#Dia 10 - Coisa mais maluca que você já viu acontecer com o grupo/com um personagem/com seus jogadores. 

Beeeeem. Gente, tanta coisa absurda já aconteceu na nossa mesa que foi difícil eu eleger apenas uma. Mas eu me decidi por um fato que a gente conta até hoje para algum jogador novo e que me deixa queimando as mufas só de pensar (anos e anos depois). 

O cenário: eu tinha uns quinze anos ainda, e tinha feito minha primeira barda. Ela era uma elfa, e chamei ela de Elora (eu creio que estava começando a pensar no meu primeiro romance e já tinha escrito umas páginas dele; por isso, quis usar o nome da minha protagonista, hehehehe). Estava super empolgada com minha barda e, é claro, já tinha engatado um romance com um meio-elfo chamado Sullivan, um assassino de passado complicado (olha eu romanceando de novo). Pois bem, um dos meus amigos tinha feito um monge bêbado (é, gente. Ele fez um monge bêbado. Era uma vez um filme do Jackie Chan e nosso coleguinha se empolgou). Este maldito monge bêbado, chamado Heihachi, havia conseguido capturar um goblin e o escravizara. 

Por mais que alguns de nós não gostasse da ideia de ter um goblin escravo no grupo e fosse contra a prática, o bichinho se manteve. Meu coleguinha resolveu treinar o dito cujo, mas, na verdade, vivia batendo no pobre coitado e fazendo com que a criatura tivesse sede de vingança. Nós devíamos ter feito alguma coisa. Devíamos mesmo, porque todos pagamos caro no final. 

O que aconteceu: em uma das aventuras, fomos cumprir uma missão em uma ilha abandonada (e amaldiçoada). Boatos contavam que aquela ilha tinha um poderoso demônio preso em suas catacumbas. A certa altura, achamos uma porta esquisita, e concluímos que devia ser o local onde o capiroto estava preso. Mas meu amigo, ESTE SER <insira xinagamento adequado>, resolveu que queria tesouros e lá "tinha que ter tesouro". Obviamente, ninguém foi atrás de abrir a porta, embora ele insistisse muito. Queríamos prosseguir com a missão, que não incluía aquela maldita porta. O que o monge bêbado fez? Mandou O GOBLIN abrir a porta. Nosso mestre disse que ele só conseguiria abrir se tirasse um vinte no dado. ADIVINHA QUE NÚMERO O MALDITO TIROU? 

Pois é, gente. VINTE. UM FUCKING VINTE. 

A porta abriu, o demônio saiu e nós todos fomos miseravelmente MORTOS. E como tínhamos sido estripados em solo amaldiçoado, não havia como nos ressuscitar. Mas vocês não imaginam como eu fiquei com ÓDEO. E não foi só por causa da minha personagem, nããão. Nesse dia, um amigo nosso que desenha muito bem tinha ido prestigiar a aventura. E ele disse que ia desenhar nossos personagens (EBAAA) e começou com o imbecil do Heihachi. É claro que eu estava louca para ver ele desenhando a Elora, certo? Mas ele começou com o monge bêbado. Esboçou, arte-finalizou, passou nanquim e, logo depois, a tragédia. 

Ficamos sem personagens e sem desenho. Mas o Heihachi e o goblin estão lá, imortalizados em nanquim... 

Este não é o desenho do Heihachi, mas é outro que nosso amigo, Mario Nakano, fez. Percebem o carinha de cartola? Foi o SEGUNDO, isso mesmo, segundo monge bêbado que nosso amigolino fez, Zui Quan. Por sorte, este não matou o grupo. Minha personagem é a meio-elfa ladina de cabelos curtos, a saudosa Rowena. 
 

 

4 comentários:

  1. Lembro bem deste dia... todos os personagens morreram e um jogador quase foi linchado...

    Acho que a única da vez pior foi quando um halfling (interpretado por este mesmo jogador) e um bárbaro decidiram atacar com o grupo um pequeno bando de orcs, e deixar um deles vivos apenas para que ele, depois de MUITO humilhado, contasse a seu chefe de guerra que os heróis não os temiam, e que fariam aquilo com todos os orcs que encontrassem. Encurtando a história: O orc repassou a mensagem a vários chefes bárbaros, que reuniram seus exércitos e causaram uma devastação inimaginável em reinos que viviam sem muitos problemas.

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    1. AAAFFF, Odin, eu não me lembrava dessa. A dupla Mark e Aramis foi responsável por muitas tragédias...

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  2. Nossa, se eu perdesse uma personagem por causa de um monge retardado e um GOBLIN (!!!) eu nem sei o que faria com o jogador...

    A situação mais inusitada que aconteceu com uma personagem minha foi em uma aventura da minha irmã em que eu fiz uma ladina. Minha missão era entrar sorrateiramente na torre de um mago maligno e roubar um amuleto. Tudo estava muito bem, até que falhei em desarmar uma armadilha logo depois de pegar o amuleto, e o mago apareceu. Obviamente, sai correndo o mais rápido que pude, mas ele me atingiu com um raio (true metamorphosis, acho) e virei um ESQUILO!!! O maldito ficou rindo, mas consegui pegar o amuleto na boca e corri como se não houvesse amanhã. Ele soltou mais alguns raios e mandou três gárgulas atrás de mim, e foi uma loucura. Quando sai da torre, com os gárgulas e o mago atrás de mim, o guerreiro do meu marido e o ranger do meu cunhado me protegeram, e depois de matarem os gárgulas, o mago achou melhor voltar para a torre e "conjurar reforços". Fugimos como uns loucos, e tínhamos conseguido o que queríamos.

    O problema é que não havia ninguém naquele reino com poder para desfazer a magia e me trazer ao normal. E ao julgar pelas atitudes do guerreiro e do ranger, acho que eles nem tinham muita pressa disso... Conclusão, joguei quatro aventuras com um esquilo ladino até conseguir voltar ao normal!!!

    Apesar de toda zoeira, tenho que admitir que foi divertido^^

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    1. Hahahahahahahahahaha, Amanda do céu, que fofura você jogando de esquilo ladino XD! E o seu cunhado e seu marido achando graça da situação, hahahahahahaha!! Imagino como deve ter sido divertido... houve uma aventura em que um dos nossos jogadores foi transformado em sapo e também ficamos carregando ele até resolver a situação XD.

      Que legal que sua irmã mestrava!! :D

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