sábado, 6 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia11

O assunto de hoje é doloroso XD. Diz respeito a um trauma que eu tenho...

#Dia 11 - Melhor aventura que você mestrou. 



Bem, eu só mestrei uma vez para nosso grupo de jogo. Me lembro que, na época, tínhamos acabado de comprar um livro de Ravenloft e eu estava apaixonada pelo cenário. Eu curto essa coisa gótico-romântica e, embora o cenário seja um pouco sombrio, acho que as possibilidades de história ali dentro são muitas e muito ricas. E as raças diferentes, como os calibans e os meio-vistani? MUITO LEGAL. Enfim... 

Do alto da minha ingenuidade, achei que daria conta de mestrar em Ravenloft para o nosso grupo. Sabe de nada, inocente. Porque deixa eu te dizer, caro leitor, se você já não percebeu: nosso grupo não é bolinho. Só Odin para dar conta mesmo, porque de vez em quando cof, cof, os jogadores vão mais ou menos nessa linha: 


Lá fui eu, mestrar em Ravenloft. Fiz algumas adaptações e inventei de querer que eles fossem pessoas da Terra (nossa Terra mesmo) que foram levados para lá pelas brumas. Então teve druida/clérigo irlandês, cigana/barda grega, monja egípcia, paladino escocês (quem quisesse fazer outras raças já vinha de Ravenloft mesmo), etc. Tudo muito bom, tudo muito bem... até que veio o CAOS. 

Tirando uma amiga minha que estava basicamente jogando pela primeira vez e o Odin/Matheus, meu namorado na época, todo mundo resolveu que era HORA DA ZOEIRA. Foi paladino caindo para o caos e querendo virar bardo, foi mago pigmeu se juntando com o suposto paladino para infernizar uma vila de halflings inocentes, foi engraçadinho trocando o som das músicas da barda (minha pobre amiga) por sons de flatulências (existe uma magia que permite fazer isso. SIM, ESSE ERA O NÍVEL, eu falei que era a quinta série). Olha, na verdade, foi muito mais difícil do que dar aula para minhas turmas de sexto ano. Quer dizer, no sexto ano eles te zoam menos e ainda têm a desculpa de serem crianças. Mas os meus marmanjos só queriam zoar com a aventura mesmo, porque aparentemente era mais divertido me ver com uma cara de WTF do que jogar. Eu fiquei o quê? Isso mesmo, TRAUMATIZADA. 

Liége depois de mestrar
Bom, não precisa nem dizer que não quis repetir a experiência, né? Se alguém me chama para mestrar, eu faço o Edgar Alan Poe/Corvo. 

NUNCA MAIS!!!!

Justiça seja feita, uma vez eu fui fazer um curso de RPG e Educação e acabei sendo escolhida para mestrar para um grupo de mulheres que nunca havia jogado, entre elas uma velhinha muito fofa. Foi MARAVILHOSO! Mas mestrar é uma coisa que exige bastante rapidez mental e uma habilidade de lidar com imprevistos e com várias personalidades e gostos diferentes. Eu tenho uma velocidade de resposta muito lenta (sabe aquela pessoa que pensa numa ótima resposta para um insulto três dias depois? Então, sou eu). "Ah, Liége, mas não é como dar aula?" É e não é. Para mim, mestrar foi infinitamente mais difícil. Quer saber? PREFIRO JOGAR!

4 comentários:

  1. Sua aventura foi muito boa. Uma pena que alguns jogadores resolveram "esculachar" justo naquele momento.

    Acho que a melhor aventura que mestrei foi a que havia Astreya e companhia, porque todos aparentemente se divertiram muito.

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    1. Pois é, Odin, pois é... não, não foi boa não. Primeiras aventuras são sempre caóticas, não adianta. Mas admito que o pessoal não colaborou XD. Bom, pelo menos riram muito.

      A aventura da Astreya foi incrível. Sem mais.

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  2. Puxa, Li, que capetas esses meninos!!! Nossa, você foi muito valente em ter mestrado uma aventura com um grupo desses ^^

    Eu nunca mestrei, e por isso, não tenho muito a contar nesse dia do desafio... Sorry^^

    Beijos da Amanda

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    1. Olha, Amanda, eu queria nunca ter mestrado também, hahahahhaha! Hoje os meninos ficam me perguntando por que eu não volto a mestrar e eu falo claramente que é porque eu tenho amor a minha sanidade mental. São uns capetas mesmo, mas confesso que me fazem rir muitas vezes também XD. Eles me treinaram para poder encarar a sala de aula!

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