domingo, 10 de abril de 2016

Caixinha de música - A trilha (medieval/renascentista) de "A Muralha" - parte III



SAUDAÇÕES, queridos e raros leitores!! Demorou, mas aqui estou de volta com minhas postagens musicais sobre a trilha de "A Muralha"! (Mais esclarecimentos AQUI).

Bem, como achei que a postagem anterior ficou muito grande, vou dividir o que seriam outros dois posts bem extensos em partes menores com, no máximo, duas ou três músicas cada. Acho que fica mais simples e mais gostoso de ler. Eu tenho uma péssima mania de ser prolixa, portanto, esta é a minha tentativa de tornar a vida dos possíveis leitores mais fácil. 

CAHAM. Vamos lá! Na última postagem, falei sobre temas de casais, certo? Hoje vou falar de músicas de personagens específicos e vou começar pelas minhas favoritas: as melodias ligadas a Dom Guilherme (Alexandre Borges) e Padre Miguel (Matheus Nachtergaele).

Primeiro, vamos a Dom Guilherme. Lembram que eu disse que Guilherme era o "bardo" de "A Muralha"? Ainda me lembro do meu encantamento com uma cena em que ele está tocando um alaúde e cantando, e Dona Ana (Letícia Sabatella) vai até ele, curiosa. Então ele pergunta à moça se ela gosta de música, ao que ela assente, e ele diz: "é quando Deus está mais perto dos homens. Até os padres sabem disso". Nunca me esqueci desta fala ♥. A cena é esta (começa aos 1:43 minutos). Dom Guilherme está cantando uma música em "espanhol" (foi o que eu pensei na época) e eu fiquei meio obcecada por ela anos e anos.

Ela também é a música que Guilherme canta para Ana debaixo da janela quando ela está doente; havia, inclusive, uma versão instrumental que tocava aqui e ali, sempre ligada a ele ou aos dois. Só que a canção não estava presente no CD da trilha, o que era bem frustrante! O que me restou? Caçar a bichinha no YouTube até eu reconhecer a melodia. Foram listas e listas de músicas sefarditas até que eu encontrei "Una pastora yo ami". 




Esta é minha versão favorita das que encontrei, bem mais alegrinha do que a versão da série (que eu acho linda). A música é cantada em ladino e fala sobre um garoto que amava uma pastora e foi esquecido por ela. Meu nível de obsessão pela canção é tão alto que escrevi um pequeno poeminha pensando nela; ele vai figurar em "Sombra e Sol", minha série lá no wattpad. É muito amor ♥ e, mais uma vez, uma escolha muito sensível, já que Guilherme se apaixona por uma judia e esta música pertence à tradição dos judeus da península ibérica.

Bem, mas vamos à música que, depois de "La Rosa Enflorece", talvez seja a minha favorita da série toda: o tema de Padre Miguel.

Padre Miguel é o Athelstan de "A Muralha" (na verdade, Padre Miguel surgiu primeiro, então digamos que Athelstan é o Padre Miguel de Vikings XD): jesuíta, cristão, ele começa a série plenamente convicto de suas crenças, mas vai entrando em contato com outra cultura (a dos índios), apaixona-se, enfrenta o terrível Dom Jerônimo e acaba mudando muito. Porém, continua sempre sendo uma pessoa boa e compassiva. É um dos meus personagens favoritos e eu ficava de olhos marejados TODA VEZ que o tema dele tocava:



(É a melodia da cena que começa aos 9:42 minutos ♥).

Creio que esta música foi uma das mais difíceis de encontrar porque eu não fazia ideia de onde ela vinha... estava claro que era religiosa, que devia fazer parte da liturgia da época, mas eu não a encontrava. Bem, foi então que, um dia, em uma das milhares de listas de música medieval que estava escutando, descobri a linda "Hanac Pachap Cuissicuinin" (Alegria dos céus) e chorei como uma criancinha.

 


"Hanac Pachap Cuissicuinin" é um hino Quechua à Virgem Maria, escrito em 1622 por um frei franciscano chamado Juan Peréz Bocanegra. Tendo sido publicado em 1631, foi um dos primeiros hinos religiosos a ser difundido no Novo Mundo. Não se sabe se a melodia foi composta pelo próprio Bocanegra ou por um nativo...

Acho a história e a música tão absolutamente fascinantes que vou colocar a letra dos primeiros versos aqui, só para vocês sentirem o "clima" da coisa. A escolha, novamente, foi muito, muito acertada para acompanhar o padre Miguel, já que se trata de um hino jesuíta e já que Padre Miguel pinta uma Virgem Maria indígena ao longo da história: 

Quechua
Hanacpachap cussicuinin,
Huaran cacta muchas caiqui.
Yupairuru pucocmallqui,
Runa cunap suyacuinin.
Callpannacpa quemicuinin,
Huaciascaita.

Uyarihuai muchascaita
Diospa rampan Diospamaman
Yurac tocto hamancaiman
Yupascalla, collpascaita
Huahuaiquiman suyuscaita
Ricuchillai.
English
Heaven's joy!
a thousand times shall we praise you.
O tree bearing thrice-blessed fruit,
O hope of humankind,
helper of the weak.
hear our prayer!

Attend to our pleas,
O column of ivory, Mother of God!
Beautiful iris, yellow and white,
receive this song we offer you;
come to our assistance,
show us the Fruit of your womb.

Lindo, não? Fiquemos aqui, por hoje, com estas duas canções, terra e céus. Convenhamos, nem precisa de mais! 

sábado, 2 de abril de 2016

Sombra e Sol e O Espelho... que tal uma leitura rápida no fim de semana?

Olá, pessoal! Eu já falei bastante sobre isso no meu outro blog, mas como estou com uma nova empreitada literária, resolvi fazer uma postagem sobre ela aqui também.

O subtítulo do blog diz que eu sou uma "moça que anda tentando ser escritora", e isso é verdade. Só que a maioria das minhas coisas estão na Amazon ou em coletâneas e sei que muita gente não tem paciência para ler um romance inteiro ou um conto de um autor iniciante. Portanto, se quiserem conhecer o que eu cometo de maneira mais descompromissada (e espaçada), fica aqui o convite para que leiam o primeiro capítulo de "Sombra e Sol", minha série no Wattpad (ferramenta de leitura on-line e totalmente gratuita)! A cada semana postarei um capítulo relativamente curto, sossegado de ler. O primeiro foi ao ar ontem!





Além disso, quero dar uma ótima notícia! Meu conto da antologia Excalibur, da Editora Draco, agora pode ser adquirido separadamente na Amazon por apenas R$ 2,99. Olha aí a sinopse de O Espelho: 

"Em meados de 1946, quatro inglesas se mudam para uma casa de campo em Glastonbury, buscando deixar o fantasma da guerra e da morte para trás. Mãe e filhas, porém, não imaginam que sua nova moradia esconde um segredo antigo, vindo de tempos imemoriais, quando reis e cavaleiros andavam sobre a terra. O espelho trincado do porão parece refletir mais do que deveria. A tristeza da dama de Shallot encerra uma terrível maldição..."



Esse é um texto com bastante suspense, algo mais puxado para o terror. Tá vendo? Nem só de elfos e romances eu vivo... XD. 

Bom, por hoje é isso, pessoas. Se você estiver aí, à toa no final de semana, que tal dar uma chance para uma escritora brasuca? Fica a dica!