segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia28

Hoje o assunto é espinhoso!

#Dia 28 - Um personagem com o qual você nunca mais quer jogar de novo.

Tenho dificuldade de me adaptar com certas classes e raças. Meio orcs, por exemplo, não são muito minha praia, e embora goste muito de paladinos, acho-os rígidos demais. Também é difícil me ver jogando com uma maga. Porém, creio que não posso dizer que nunca, jamais, jogaria com um tipo de personagem... tudo depende de como você o constrói.

O que eu não curto mesmo são certas tendências! A tendência é, basicamente, o modo como o personagem vê e leva a vida; seu caráter, seu coração. Não gosto de jogar com personagens neutros ou caóticos e neutros (ou leais e neutros). Neutralidade é uma coisa que me soa um pouco como "moral da conveniência", hehehe (tá, eu sei que nem sempre - o caso de alguns druidas é um bom exemplo de uma neutralidade mais ligada à natureza), e eu realmente não curto interpretar personagens assim. Minha tendência favorita, na verdade, é o neutro bom, mas também vivo jogando com personagens caóticos bons ou leais e bons.

Gandalf, um bom personagem neutro bom: bem acima de tudo, mas sem apego rígido pela ordem ou por impulsos caóticos e pessoais. 

Contudo, na verdade, já joguei com personagens com os quais nunca mais quero jogar. Anos e anos atrás, Odin teve a ideia de mestrar um aventura de vilões, para que nós também criássemos verdadeiros antagonistas com os quais os nossos heróis teriam de lutar. Acho que a minha primeira vilã foi uma meio-elfa que foi amaldiçoada e virou uma súcubo. Só que... NÃO DEU CERTO. 

EU ODEIO jogar com personagens malignos. É horrível! Não sirvo para interpretar gente ruim, cruel! Cada vez que tínhamos que fazer alguma missão eu quase chorava. Tanto que, no final, minha personagem acabou se redimindo e CASANDO, HAHAHAHAHAHAHA! 

O próprio Odin não gostou muito da ideia, mas nossos amigos de coração peludo ficaram tão empolgados com sua própria vileza que pediram outras aventuras do gênero. Tenho que admitir que muitos vilões icônicos de nossas aventuras foram criações de nossos amigolinos de mente perturbada. Mas EU NÃO SIRVO PRA ISSO!!!! E tenho dito!

Fechando com esta imagem porque estas freirinhas são muito fofas e NÃO MEXA COM ELAS! LEAL E BOM NA VEIA!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia27

Neste dia do desafio, eu vou ter que "roubar" um pouquinho. Mas só um pouquinho.

#Dia 27 - Um personagem com o qual você gostaria de jogar no futuro.

A minha parte FAVORITA de jogar é criar personagens e interagir com o mundo de campanha e com os personagens dos outros jogadores e do mestre. Sentir que eu faço parte de uma história em um mundo de fantasia é o grande barato do RPG para mim. Eu não ligo para regras, estratégias, puzzles ou mesmo para os combates - para mim, tudo isso serve a um propósito maior, que é o de criar uma grande saga épica com personagens lendários XD (e se divertir com os amigos, claro). Não que eu seja avessa à regras, muito pelo contrário. Acho que elas ajudam a estruturar a partida e causam a sensação de que nem tudo depende da nossa vontade, o que é legal, para mim. 

Mas, voltando ao assunto do desafio. Eu estou sempre pensando em novas personagens. Geralmente, quando uma campanha termina, eu já tenho em mente alguma nova pessoinha com a qual quero jogar na próxima. Na nossa última campanha maior de D&D, mestrada pelo Matheus/Odin, eu estava jogando com uma monja, a Séfora, e um dos NPCs, o halfling Bóris, me despertou a vontade de fazer uma halfling também. Até ali, eu só tinha jogado uma vez com uma pequenina, e ela tinha morrido rapidamente. Portanto, comecei a pensar na Lily Primrose Everdeen, e decidi que ela seria uma ladina, já que esta é uma classe que também me agrada e com a qual eu não jogava há muito, muito tempo. 


Porque eu disse lá em cima que estava "roubando" um pouquinho? Bom, além da Lily ser uma ladina (PIADA INFAME DETECTED), quando eu comecei o D&D 30 Day Challenge, eu ainda não estava jogando com ela. Porém, tinha visto o desafio 27 e decidido que iria falar sobre minha futura halfling. Nós estávamos com três amigos mestrando aventuras diferentes e achei que a Lily ficaria guardadinha por um bom tempo, esperando sua vez de ganhar vida. Pois bem. Um dia, um dos nossos amigos ia mestrar e já estávamos com tudo combinado! Só que, durante aquele dia, ele ligou e falou que não estava conseguindo preparar a aventura. Só que queria jogar... e nós também queríamos... e então, Odin preparou algo na velocidade da luz e voltamos a Elgalor naquele final de semana. Assim, eu pude estrear minha querida Lily. 

Ainda assim, decidi falar sobre ela. Lily é, basicamente, uma ladina muito curiosa e inquieta e que ama bolos (claro) e eu NÃO SEI ONDE EU ESTAVA COM A CABEÇA que não tinha jogado com uma halfling em Elgalor até agora. Sabe por quê? HALFLINGS SÃO EU. 

Eu amo meio-elfos e elfos. Sério. Mas estou me divertindo horrores jogando com uma pequenina. Acho que nunca tive tanta facilidade para encarnar uma personagem. Lily é tagarela, alegre, fiel aos companheiros, otimista, acha tudo legal, vê as coisas com o deslumbramento de uma criança... claro que eu não sou tão "solar" quanto ela (nope,nope,nope! Sou uma reclamona, na verdade!), mas eu curto muito esse lado fofo, bondoso, brincalhão e verdadeiramente "feliz" dos halflings (gostaria de ser mais assim, em verdade!). E eles adoram comida. COMIDA. Eu quase vivo por comida, gente, e a Lily não é diferente. 

O mais legal de já ter jogado com ela é que pude definir melhor a personalidade da personagem. No fim, ela me saiu uma mistura do Aladdin da Disney com o Ray Palmer/Atom de Legends of Tomorrow (gente, ASSISTAM Legends of Tomorrow. É muito ♥ e muito RPG. Tem seus furos de roteiro, mas é super divertido). Estou me divertindo MUITO e ontem a gente encontrou o halfling mais querido de Elgalor, o saudoso Bóris. Vamos ver o que vai sair deste grupo lendário que está se formando. O mais bonitinho é que estamos jogando com dois meninos muito queridos que vimos crescendo - meu primo/sobrinho muito supimpa e o filho de dois queridos amigos, que é nosso amigo também. Ou seja: CORROMPENDO A JUVENTUDE XD. 

Portanto, desculpem-me por burlar um pouco a proposta do desafio, mas estou tão empolgada que precisava falar da Lily. Disseram-me os deuses que logo ela deve ganhar um desenho pelas mãos de um certo artista talentoso. Prometo postar por aqui, se ele deixar :D. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia26

Meus deuses, o desafio está acabando! Nem posso acreditar! Já estamos no dia 26 e hoje preciso escolher mais um queridinho XD.

#Dia 26 - Item não mágico favorito.

Eu achei o desafio de hoje super aberto. Basicamente, tudo que não é mágico é um item não mágico, certo? Portanto, posso escolher bolo de chocolate? Ou bolo, ponto?

Bolo é tudo o que importa. 

MAS, se eu for começar a divagar sobre comida, estaremos saindo um pouco do escopo do desafio. Tive que me forçar a escolher algo mais relacionado ao RPG, embora eu quisesse encher este post com gifs de calda de chocolate e bolos sendo recheados.

CAHAM. O meu item não mágico favorito é algo que atesta, novamente, o meu amor por curas e clérigos. Embora eu ame os instrumentos dos bardos, eu nunca consegui me dar muito bem com a noção do bardo tirando o alaúde das costas para tocar durante uma batalha. Sempre acabo imaginando que eu estou apenas falando palavras de encorajamento e cantando canções fortes e simples. O instrumento fica mais para a parte de interpretação e apresentação nas tavernas. 

Agora, se tem uma coisa que eu sempre achei muito legal é o símbolo sagrado do clérigo. O símbolo sagrado é a representação do deus ou da fé do sacerdote (como a cruz no cristianismo, por exemplo), e ele é uma coisa muito simples, mas que tem um significado bem especial. Acho super bacana que o símbolo não seja mágico, mas seja aquilo que ajuda o clérigo a canalizar o próprio poder. Quando o clérigo conjura sua expulsão em mortos vivos, ele o faz por meio da fé e da sua conexão com seu deus, materializada no símbolo sagrado. 

A clériga Kyra, de Pathfinder, afastando o mal com seu símbolo sagrado. 

Não à toa, quando fui escrever meu humilde romance, coloquei todos os clérigos andando com crescentes de prata, símbolo da Deusa na história (não, gente, não sou wicca XD). Porque símbolos sagrados são legais, e se forem uma Lua prateada, são legais e lindos :). 

Símbolo sagrado de Sehanine, deusa da Lua no Forgotten ♥

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia25

EITA, pulei mais um dia! Mas eu sou brasileira, não desisto nunca (pfffft!), e aqui estou para o dia 25 do desafio, escolhendo outro favorito!

#Dia 25 - Item mágico favorito.

Existe uma porção de itens mágicos no D&D. Existem aqueles que os livros trazem, mas nós mesmos podemos criar objetos e quinquilharias imbuídas de magia ao mestrar/jogar. O céu é o limite! Contudo, embora haja uma gama infinita de itens mágicos lindos e maravilhosos, o meu favorito é uma coisa bem simples e, digamos... essencial. 

CAJADO DE CURA, CADÊ VOCÊ? EU VIM AQUI MATAR ESSE DRAGÃO/MORTO-VIVO/NECROMANTE/BALOR SÓ PRA TE TER!!!

Me dá o cajado de cura! NÃO, É MEU!!! CURAAAA!

Só quem já jogou sem um clérigo (ou outra classe que tenha a mesma habilidade) no grupo sabe o quanto faz falta não ter alguém/alguma coisa para curar. Sem curas, a taxa de mortalidade do grupo sobe às alturas. Como eu curto muito jogar com duas classes que têm este poder, o bardo e o clérigo, vira e mexe sou a caixa de band aid do grupo. 

É muito complicado ser o indivíduo responsável pelos ferimentos dos outros personagens. Nos primeiros níveis, mesmo um clérigo totalmente voltado para isso tem poucas magias de cura disponíveis, portanto, cada combate é uma sofrência. A mecânica de descanso curto/descanso longo da quinta edição ajuda bastante a vida dos sacerdotes e outras classes com habilidades medicinais, mas ainda assim, quando todo mundo começa a cair no combate, é para VOCÊ, ser que cura, que os jogadores vão olhar, pidonchos, sedentos pelos pontos de vida que se esvaem.  

Clériga/barda/paladina/druida, me cura, POR FAVOOOOR!
Fora que a questão dos testes de morte na quinta edição deixa a coisa ainda mais aflitiva. Eles funcionam assim: se a gente perde a consciência no combate (ou seja, chega a 0 ou menos pontos de vida), rola o d20 três vezes. Números abaixo de dez são falhas, acima, sucessos. Três falhas: morreu. Três sucessos: estabilizou. Críticos (20 no dado) contam como dois sucessos, e tirar 1 no dado implica em duas falhas. IMAGINA A TENSÃO. Se por um lado a gente pode se estabilizar sem curas, por outro, a gente pode morrer bem rápido. Se não curar e falhar três vezes, poft! Adeus, personagem!

Tudo isso só para dizer o seguinte: quando eu encontro um cajado de cura no tesouro de uma criatura, é como se os céus estivessem se abrindo. Curas são a vida do grupo. LITERALMENTE. Um cajado com 50 cargas de uma magia que recupera pontos de vida é MUITO útil. Mesmo que se tenha um clérigo da cura dentro do grupo, as magias acabam rápido, principalmente em uma aventura com bastante combate. 

Cajados de cura: sem vocês, estaríamos perdidos. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia24

Os monstros acabaram, mas ainda estamos brincando de escolher favoritos! Vamos lá para o desafio vinte e quatro!

#Dia 24 - Tipo de energia favorito.

As energias do D&D são, basicamente, as forças mais ou menos naturais que conjuradores usam para causar dano, a saber: fogo, gelo, eletricidade, ácido e som. A escolha aqui, na verdade, está entre: a) queimar seu inimigo, b) eletrocutar seu inimigo, c) congelar seu inimigo, d) derreter/intoxicar seu inimigo e e) estourar os tímpanos/atordoar seu inimigo. Divertido, não?

Guile: um adepto do dano sônico. 
Se eu fosse escolher algo mais imponente, seria bem fácil. Relâmpagos são lindos e efetivos! Eles podem atingir vários inimigos de uma vez e ainda fazem a gente parecer uma Deusa da Chuva ou a Tempestade. 


NO ENTANTO... eu sou a barda tagarela e nada me parece mais legal do que dano sônico. Pensa bem. Eu me lembro de que, um dia, encontramos armas com habilidades especiais em um tesouro e o Matheus/Odin perguntou para um amigo nosso que tipo de energia ele queria na arma dele. Ele escolheu dano sônico, ao invés de fogo, relâmpago, gelo... eu acho, na verdade, que era um arco. Cada flecha, um grito. Parabéns ao nosso amigo que abriu meus olhos para a maravilha que é ter flechas que berram. Imagina. Mirou, atirou e "MORRAAAAAAA". Bem furtivo, não? NÃO QUERO NEM SABER SE ATRAPALHA O GRUPO, SÓ SEI QUE É DIVERTIDO. 

Além disso, quase nenhum bicho tem resistência a dano sônico. Todas as criaturas que importam tem resistência a fogo, gelo, ácido, etc, etc. MAS NÃO A SÔNICO. 

Ou seja, gente. SONIC WINS! 

Ops. Sonic errado. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia23

Opa! Vamos para mais um dia do desafio? Hoje fechamos as postagens com temática monstruosa, escolhendo a criatura menos prestigiosa de todas... 

#Dia 23 - Monstro menos favorito de modo geral

Já expressei meu pouco amor por algumas plantas e criaturas gelatinosas AQUI. Mas em verdade, as criaturas que menos me atraem no livro dos monstros são os... fungos. 

Fungo violeta. Sério. Não dá. CORRAM, É UM COGUMELO!!!
Eu não gosto de fungos no D&D. Dependendo do sistema/ambientação até combina; acharia uma coisa legal e meio maluca dentro de uma aventura de Call of Cthulhu, por exemplo. Mas dentro de uma campanha com ares de fantasia medieval... nhé. Troque o Balrog por um cogumelo gigante em O Senhor dos Anéis. Errr....


O problema de certas criaturas, para mim, é que elas quebram completamente o "clima" e acabam atrapalhando a imersão. E olha que eu me considero bem flexível nesse aspecto, mas tem coisa que dá vontade de gritar NÃO, MIGO, PARA QUE TÁ FEIO. 

E nem sempre o negócio é completamente absurdo. O livro dos monstros da edição 3.5 trazia, por exemplo, dinossauros. Eles podem até ser monstros respeitáveis - um tiranossauro rex me faz tremer nas bases! - mas não "ornam" com uma aventura de fantasia medieval, vai? Mesmo porque você pode escolher dragões, gente. Dragões. 

Algumas criaturas do livro dos monstros me dão a clara impressão de que alguém tomou chá de cogumelo (pra criar os fungos, só pode) ou queria muito zoar a coisa toda. Quando temos monstros como pudim negro, gosma acre... e o Phasm, gente? Alguém sabe o que eles são, faz favor? 

Oi? Eu nem quero saber como isso se reproduz. Tem uma berinjela fungada dentro dele ou é impressão minha? 
Com tanta criatura WTF, fica difícil escolher, mas meu voto vai para os fungos porque eu não consigo respeitar a ideia de um bolor assassino em D&D, gente. Não rola. Desculpas aos apreciadores de cogumelos XD.  

domingo, 21 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia22

Eita final de semana cheio! Mas aqui estou eu, nos últimos minutos do segundo tempo, para fazer a postagem do dia 22 do desafio! E ainda estamos falando sobre monstros...

#Dia 22 - Monstro favorito de modo geral

Lembram que eu disse que deixaria um extraplanar para outro dia? Pois é, senhoras e senhores. Deixei esse cara para hoje porque ele é o meu monstro favorito, a criatura que sempre me faz tremer nas bases quando aparece. Baseado no tenebroso Balrog de O Senhor dos Anéis, o ganhador do desafio 22 é um dos capirotos mais imponentes do D&D, o temível Balor.


No meu imaginário, não existe figura mais assustadora e que melhor personifica o conceito de mal do que um demônio. O Balor, feito de escuridão e fogo, é uma figura tanto fascinante quanto assustadora. Talvez eu tenha esta "preferência" porque desde pequena fui confrontada com um vilão dos vilões destes: o temível Chernabog de "Fantasia":


Fantasia é uma animação da Disney de 1942, uma bela sucessão de pequenos curtas lindamente desenhados e produzidos, todos acompanhados por música clássica. O último figurava esse diabão aí de cima. Por incrível que pareça, eu nunca tive medo, mesmo tendo visto o desenho bem pequena. É que, no final, a luz triunfava ao som da linda Ave Maria de Schubert, e era isso que eu achava tão legal! Os demônios, assim como os anjos, trazem essa ideia mais clássica de batalha entre luz e sombras, e por isso eu "curto" quando eles aparecem na aventura e temos que derrotá-los. Quando é um Balor, então... quem não treme? Chicote de fogo, espada (antes vorpal! Cabeças rolavam), força bruta e uma cara feia para ninguém botar defeito. São inimigos extremamente difíceis e que sempre resultam em combates memoráveis.

Tenho uma memória muito legal em relação aos balores. Quando joguei com a Astreya, minha personagem favorita, usávamos a edição 3.5 do D&D. Quem joga sabe que existe uma magia chamada "Dança irresistível de Otto", e ela era incrivelmente apelona na 3.5 por não ter resistência (só precisava passar a resistência à magia do bicho, mas ele não rolava nenhuma resistência por si). Os efeitos? A criatura afetada dança incontrolavelmente por um determinado tempo. Um dia, Astreya resolveu tentar essa magia no Balor cheio de panca que estávamos enfrentando. O mestre falou "é difícil. Só se você tirar um número muito alto no dado".

EU TIREI. E O BALOR DANÇOU FLAMENCO ♥.

Ops. Balrog/Balor errado. 
Danças à parte, demônios e diabos são meus monstros/inimigos favoritos do D&D. O segundo lugar iria para os temíveis rakshasas, mas isso é porque o pior/melhor vilão que já tivemos em uma aventura do Odin foi um desses malditos tigres de mãos viradas. Vamos deixar esta história para outra postagem... fiquemos apenas com uma imagem dos ganhadores da medalha de prata. 

Sério, eu não estou brincando. Se vir um bicho destes em Elgalor, CORRA!


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia21

Eu falei, nos dias anteriores, sobre vários monstros queridos e icônicos do Dungeons and Dragons. Mas nenhum deles é tão clássico quando o monstro que vamos abordar hoje... bom, o jogo se chama masmorras e dragões. Portanto... 

#Dia 21 - Dragão favorito (cor/tipo)

Eu gosto de dragões (quem não?). Eles são imponentes, bonitos, aterradores e são figurinha garantida em toda campanha de D&D que se preze. O dragão é um dos oponentes mais difíceis para qualquer grupo de jogadores; são astutos e praticamente letais se os enfrentarmos em seus ambientes. Perdi minha primeira personagem para um dragão verde e, já naquela época, aprendi que um grupo despreparado encontrará a morte certa frente a esses terríveis oponentes. 

Terrível, eu? 
No livro dos monstros, temos uma divisão entre dragões cromáticos (vermelhos, negros, verdes, brancos e azuis) e dragões metálicos (dourado, prateado, de cobre, de bronze, de latão - esqueci algum?). Os cromáticos são maus, gananciosos, acumulam tesouros e gostam de assar criancinhas. Já os metálicos costumam ter tendência boa e podem ser grandes sábios e guardiões. 

O mais bacana disso é que, quando eu comecei a jogar RPG, tinha aquela ideia básica de dragões - são monstros reptilianos que cospem fogo e pronto. Mas, no D&D, cada cor de dragão tem seu próprio blefe (os negros e verdes, por exemplo, cospem ácido; o branco, gelo e o azul, relâmpagos! O vermelho cospe fogo, obviamente), seu próprio habitat e etc. Portanto, cada dragão vai ter suas particularidades e é muito legal usar isso na campanha. 
Bem, mas chega de enrolar. Vamos ELEGER OS MELHORES. Vou escolher um de cada tipo. Na categoria cromático, O OSCAR VAI PARA... 


O DRAGÃO AZUL!


Por que eu gosto dos dragões azuis? Bom, por nenhuma razão muito complexa. Primeiro, porque eles são azuis e eu acho azul uma cor linda. Imagina um bicho desses... azul? Lindo demais. Segundo, porque eles vivem no deserto e se escondem na areia e isso é muito legal (os chifres deles podem ser confundidos com pedras, ah, pobres aventureiros incautos). Terceiro, porque são os dragões cromáticos mais "ordeiros" e até mantêm sociedades. Por isso mesmo, tendem a ser mais manipuladores e discretos (bem, não sei até que ponto um bicho desse tamanho pode ser discreto, mas vá lá), e são conhecidos por iludir e confundir as pessoas. Imagine você, aventureiro, atravessando um deserto e tendo que lidar com um dragão que resolve te sacanear feito um ifrit/djinn? ("Vai, vai lá, não é areia movediça!"). Eu acho isso o máximo. ALÉM DE TODA ESSA AWESOMENESS, eles têm blefe de relâmpago! E, durante a minha pesquisa, descobri que eles são excelentes pais e nunca deixam seus ovinhos desatendidos. Nhóin!

Falando em bebês dragões, preciso abrir espaço aqui para a seguinte imagem: 

Dispensa comentários. 
Bem, continuemos. Na categoria metálicos, O OSCAR VAI PARA... 


O PRATEADO!


Eu amo os dragões dourados, porque eles são dourados (!) e são sábios e gentis (e gostam de ensinar). Mas os prateados também são bons, são amigos, combatem o mal e os dragões vermelhos e adoram tanto a companhia de humanos e elfos que muitas vezes vivem anos e anos sob estas formas. Eles são lindos e, na verdade, são bem parecidos com seus irmãos dourados. Portanto, por que diabos eu gosto mais dos prateados? Simples. 

ELES. TÊM. CHEIRO. DE. CHUVA. 

Eles têm cheiro de chuva e gostam de viver entre as nuvens. Sério, eu não sei por quê, mas acho isso absolutamente encantador. Me lembro de ter lido isso há mais de dez anos no livro dos monstros da terceira edição e nunca ter me esquecido. Estes pedaços de lua alados são meus dragões favoritos entre todos ♥. 

Não à toa, nos meus humildes livrinhos há um dragão azul-prateado :D. Vou perguntar à Valenia se ele tem cheiro de chuva ;).

Beijos dracônicos! Sonhem com bebês azuis. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia20

Saudações, 1d4-1 leitores lendários! Primeiramente, peço perdão pela falta de postagem ontem. Eu estava me sentindo um pouco mal e deixei para fazer o vigésimo dia do desafio hoje, até porque já estou bem melhor! E chegamos a mais um dia difícil do D&D 30 Day Challenge. Essa mistura de categorias não facilita minha vida... 

#Dia 20 - Monstro favorito (humanoide/natural/fada).

Mais uma vez, temos categorias que abrangem monstro icônicos e "queridos" dentro do jogo. Eu sei que elfos, anões, meio-elfos, halflings e etc. são considerados criaturas humanoides dentro do Livro dos Monstros, mas não vou considerar eles neste dia do desafio, já que eles são raças jogáveis clássicas (e já abordamos elas lá nos primeiros dias). Humanoides são as criaturas que se assemelham a humanos, como o nome já sugere. Ou seja: bichos que andam sobre duas pernas, têm dois braços e uma cabeça. Muita coisa entra dentro desta descrição: orcs, goblins, gigantes... 

Porém, contudo, todavia, no entanto, o meu troféu de favorito vai para os drow, os elfos negros. Os drow são figuras clássicas dentro do D&D, vilões (e heróis, também) que aparecem em todas as mesas de jogo e em vários cenários de fantasia do sistema. O Forgotten Realms têm um dos drow mais icônicos de todos, o elfo negro renegado Drizzt Do'Urden

Drizzt, o drow de bom coração que fugiu para a superfície por não concordar com as crueldades feitas por seu povo. Um personagem que eu curti muito nos dois primeiros romances da série do Vale do Vento Gélido, mas que depois ficou apelão e Gary Stu demais. Ainda assim, um ícone e um exímio ranger!


Eu gosto bastante dos drow por terem uma história de origem interessante e por serem inimigos jurados dos elfos, o que rende muita coisa bacana em uma campanha. Eles são, afinal (e resumidamente) elfos amaldiçoados por terem seguido a rainha-aranha Lolth. Como foram banidos para o subterrâneo, lá mantêm uma sociedade matriarcal, subjugando e escravizando povos que consideram inferiores. Muitas vezes, mantêm contato com outros povos que vivem embaixo da terra, como os devoradores de mentes, por exemplo (lembram deles?). Ou seja, as possibilidades são muitas e O VISUAL É MUITO LEGAL: 


É possível fazer personagens drow, mas temos que ter consciência de que eles sofrerão bastante preconceito (por pertencerem a uma raça universalmente odiada e temida) e que sofrerão penalidades ao sair na luz do sol. Os drow que abandonam os caminhos do mal podem dar personagens muito interessantes, e eu já fiquei tentada a fazer uma clériga de Eilistraee (deusa drow bondosa) muitas vezes. 

Essa ideia de ambiguidade e de uma raça com uma história trágica/ruim me inspirou bastante quando fui escrever meu primeiro romance. Tanto que enfiei meus drow genérico lá, os dokalfar, sem pensar muito. Depois peguei gosto e, no terceiro livro, comecei a desenvolver mais uma personagem elfa negra e pensar em como ela havia chegado onde tinha chegado e por quê. Isso rendeu umas reflexões interessantes (do tipo: e se tudo o que se contou sobre os dokalfar fosse uma versão distorcida?) e, da próxima vez que voltar ao cenário de O Enigma da Lua, teremos mais elfos negros e mais história para contar sobre eles. 

Enfim, deixemos os drow, por enquanto. Temos também a categoria fadas, e daí fica fácil, né? Acho que minha fada favorita é a dríade, porque elas são elementais das árvores e são seres que fazem parte da minha imaginação desde a mais tenra infância ♥. Lembro-me que uma vez o Odin colocou uma dríade corrompida na aventura e nos enganou direitinho (já percebeu que ele adora enganar os jogadores?). Ficou bem legal. Para justificar minha adoração, deixo vocês com uns gifs do desenho Fantasia 2000. Simplesmente assistam, se tiverem oportunidade. O trecho se chama Firebird. 







Dríades. I rest my case. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia19

Estamos chegando ao fim dos desafios com temática monstruosa! Hoje, no dia 19, a missão é escolher criaturas de duas categorias no mínimo curiosas...

#Dia 19 - Monstro favorito (plantas e elementais).

Vamos primeiro falar das plantas. Olha, elas podem trazer desafios legais à mesa, eu admito, principalmente quando estamos em ambientes ermos e pantanosos. Mas pense no ridículo de dizer "pois é, perdi meu personagem porque fui atacado por uma urze". Ah, sei lá, gente. Plantas, fungos, limos... estas categorias devem ser as menos usadas por mestres, não dá para respeitar bolores assassinos e gelatinas e pudins malévolos, vocês me desculpem. Eu prefiro até umas cocatrizes (basicamente, galinhas endemoniadas que te petrificam!), porque quem já foi perseguido por galinhas sabe que ELAS PODEM SER MALIGNAS. 

Ainda assim, nem só de arbustos psicopatas e vinhas iradas vive o livro dos monstros. Minha planta favorita, na verdade, é o ent. A ideia de árvores falantes e sábias me agrada desde que eu assisti Pocahontas (Vovó Willow!), e a coisa só melhorou quando li O Senhor dos Anéis. Por mais que a lentidão da Barbárvore e de seus companheiros dê um pouco nos nervos, não tem como não curtir árvores que falam e que atacam Isengard para chutar as bundas de orcs e fazer o Saruman tremer. Bem feito!


Fora que essa cena é uma das melhores coisas do mundo: 

FIRE! FIREEEEEEE!
Caham. Enfim. Ents malignos também podem ser bastante assustadores... quem nunca tremeu com a ideia de uma árvore maligna quando criança? (Quando criança? Só?). Um desafio não ter verdadeiros pesadelos com essa imagem aqui: 


Ainda falando em árvores, vamos relembrar a seguinte preciosidade: 

Legend of Mana. MELHOR. JOGO. 
Quanto a elementais, bem, eles são os seres formados por terra, fogo, vento e água (CORAÇÃO, PELA UNIÃO DOS SEUS PODERES, EU SOU O CAPITÃO PLANETA!!). Portanto, escolher um deles é basicamente escolher qual elemento você prefere, porque todos são massas destas matérias que saem por aí tocando o terror (ou não). Sendo que meu elemento favorito é a água, meu voto vai para o elemental da água.

Este carinha mais parece um gelouco zangado, mas tudo bem. 
E vocês, quais plantas e elementais curtem? Digam aí, queridos leitores!


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia18

PIOR DIA do desafio. Sério. Porque é impossível escolher. Quer dizer, eu escolhi, mas foi difícil. 

#Dia 18 - "Monstro" favorito (extraplanar) 

Extraplanares são, basicamente, os seres que vêm de outro plano. E isso engloba MUITA coisa. Na verdade, nesta categoria estão minhas criaturas favoritas no D&D (e em muitos cenários de fantasia!): anjos e demônios/diabos. Os heróis e vilões supremos! Epítomes da bondade e da maldade! Maniqueísmo encarnado! (e eu tô nem aí, gosto da eterna batalha entre bem e mal mesmo XD). 

Pois bem. Para não transformar isto aqui em uma postagem enorme, eu vou deixar uma criatura extraplanar de fora; o desafio do dia 22 traz a proposta de descrever o seu monstro favorito de modo geral e nesse caso quero descrever um "monstro" mesmo, aquele que faz os cabelinhos arrepiarem. Portanto, hoje vou falar da minha criatura extraplanar não-monstruosa favorita... o solar!

Puxa, precisa explicar? O solar é um anjo, e isso já basta. Bom, creio que curto muito os celestiais do D&D porque desde pequena sou fascinada por anjos. O Solar é O anjo, um campeão do bem, o ser que representa esperança, proteção e salvação. Ele pode lançar magias como um clérigo de vigésimo nível (!), tem lindas asas, tem uma espada sagrada... se o Arcanjo Miguel fosse classificado dentro do D&D, ele certamente seria um solar, porque eles são guerreiros divinos que combatem o mal e subjugam os capirotos que saem dos infernos/abismo. Ou seja, eles são incríveis.

FALANDO EM ANJO, APOSTO QUE SOU EU LEMBRO DISSO! TOUCHED BY AN ANGEL ♥


O solar mais icônico de nossas campanhas em Elgalor é um arcanjo de Pelor chamado Laguel. Lembro-me que na primeira campanha em que ele apareceu meu cunhado e cunhada jogavam juntos, mas, ao passo que ela fez uma clériga de Pelor, ele resolveu fazer um feiticeiro que buscava a aniquilação dos deuses (Pois é. Não, ele não atingiu seus objetivos). Só sei que toda vez que Laguel aparecia, Artanis, o feiticeiro, sentia um ciúme danado, e daí cunhou o apelido "penoso", que resiste até os dias de hoje. Ah, o que não faz um coração partido... Laguel ♥ Lena forever. 

Bom, por hoje fiquemos com os anjos, pessoal! Até amanhã... 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia17

Já passamos de metade do desafio! Embora eu não tenha conseguido postar todos os dias, acho que o ritmo vai indo bem, considerando-se que estou de volta ao trabalho. De qualquer modo, vamos lá, falar mais uma vez dos nossos malvados (ou neutros) favoritos!

#Dia 17 - Monstro favorito (Animal/Verme)

Bem, vamos começar pelo Verme que é mais fácil. Os vermes são criaturas estranhas que operam por instinto. São neutros e só atacam se estiverem com fome ou sentindo-se ameaçados. Acho que por isso que o desafio trouxe as categorias verme/animal juntas. Trata-se mais ou menos da mesma coisa, mas os vermes basicamente englobam insetos que são maiores do que deveriam ser, Portanto... 

ELES SÃO AS COISAS MAIS ASSUSTADORAS DO MUNDO, FATO.

Eu tenho PAVOR de insetos. Alguns deles, como baratas, besouros e mariposas muito grandes realmente me fazem chorar de medo (os micos que já paguei...). Portanto, eu imagino que se euzinha, Liége, fosse transportada a um mundo do D&D, ficaria mais feliz em encontrar um Orc do que uma centopeia gigante. 

É difícil falar de favorito aqui, né? Estes bichos me dão calafrios. Mas creio que os vermes mais "legais" são as aranhas gigantes. Toda essa coisa de prender na teia, envenenar e devorar é bem assustador, e acho legal como as aranhas sempre "trabalham" com os drow, por causa da ligação com o subterrâneo e, claro, porque a Deusa deles, Lolth, é representada pelos aracnídeos. Brrrr. Além disso, gente, quem é fã do Senhor dos Anéis se lembra do emocionante combate Laracna X Sam. O Sam foi tão corajoso e fofo, essa é uma das minhas passagens favoritas do livro. 


Agora, quanto aos animais... cabe aqui uma explicação do porquê os animais aparecem no livro dos monstros e são classificados assim. Bem, animais também podem ser um problema para os aventureiros. Quando estamos andando em uma floresta, é comum nos depararmos com ursos, lobos, felinos... e eles podem dar tanto (ou mais) trabalho quanto os monstros "monstruosos" de verdade. Eu prefiro encontrar goblins do que uma matilha de lobos! 

Bem... escolher um animal favorito é difícil. Eu amo animais e acho quase todos eles lindos e maravilhosos. Alguns, acho amedrontadores, mas ainda assim os admiro como parte da natureza. De qualquer modo... eu amo cachorros... 


Águias e falcões... 


MAS, em termos de jogo (e em termos de vida XD), eu AMO mesmo os lobos. São lindos, perigosos e dão ótimos animais de companhia para rangers ♥. 

Winter wolf do livro da edição 3.5
Além disso, os lobos são donos do melhor meme da internet. Um dia eu juro que escreverei uma história chamada THE RISE OF MOON MOON. 

I AM MOON MOON


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia16

Continuando com a temática "monstros", hoje vamos a uma categoria que abrange alguns dos monstros mais icônicos do D&D. Abram alas para nossos esquisitos favoritos!

#Dia 16 - Monstro favorito (aberração) 

Aberrações são os "alienígenas" do D&D, os seres exóticos do jogo, e vão desde monstros que se parecem com objetos (mímicos) até uma massa flutuante de tentáculos e olhos que soltam raios (alô, beholder!). Fiquei em dúvida entre duas criaturas, mas, por fim, me decidi pelos bizarros devoradores de mente (mind flayers ou Illithid). 




Já falei um pouquinho sobre eles no desafio 12, mas vamos explicar estes seres abomináveis. Bem, devoradores de mente basicamente... devoram mentes. São seres inteligentes e extremamente cruéis que comem cérebros literal e metaforicamente. Por terem poderes telepáticos e dominarem cabecinhas como ninguém, geralmente andam por aí com um ou dois escravos. Eles vivem no subterrâneo e o que acho mais interessante é que, apesar de serem sedentos por poder, formam uma comunidade coesa em torno do elder brain. O que seria o elder brain? Aaaah... melhor você ver por si mesmo... 

Não. Me. Pergunte. 
Na verdade, o elder brain é a junção de todos os cérebros dos devoradores de mentes mortos na comunidade. E essa coisa esquisita é tipo o rei dos mind flayers. Saca só a descrição maravilhosa: 

"The elder brain lives in a brine filled pool in the centre of a mind flayer city, where it guides its community by filling them with dark dreams of illithid domination" (O cérebro ancião vive em uma piscina cheia de salmoura no centro de uma cidade de devoradores de mente, onde guia sua comunidade enchendo suas cabeças de sonhos obscuros sobre a dominação - do mundo, supõe-se - pelos Illithids). HAHAHAHAHAHAHA, gente, quer bicho mais esquisito? "Dark dreams of domination", posso até ouvir as risadas malévolas. Imagine risadas malévolas dadas por tentáculos. Flawlakadkwwgghun!

Enfim. Quando existe algum problema que ameace os Illithids, eles se juntam em cultos ou inquisições e trabalham de tentáculos dados até resolver o problema. Não fica mais bizarro e melhor do que isso, gente. Acho que os mind flayers podem dar excelentes vilões e são ótimos se você quer dar aquele toque de esquisito/perturbador na campanha. Porque até o D&D merece sua dose de Cthulhu!

Verdadeiro desespero quando isso acontece. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia15

Agora o nosso desafio começa a ficar perigoso! Porque vamos entrar no território dos monstros! Uma boa aventura precisa de bons vilões e muitas ameaças para atravancar a vida dos heróis, certo? É por isso que os monstros estão presentes no RPG. São os obstáculos personificados e boa parte da diversão em uma mesa. Afinal, combates, falhas e críticos sempre são fontes de muitas risadas... 

#Dia 15 - Monstro favorito (morto vivo)

Mortos vivos são ótimos, não? Um clássico de qualquer mesa. Quem nunca tremeu sob a ameaça de um lorde vampiro? Quem nunca se empolgou com o clérigo pulverizando zumbis e esqueletos? Quem nunca se desesperou ao ser tocado por uma múmia? 

Pois é. Existem muitos mortos vivos no D&D. Aliás, existem muitos monstros de todos os tipos; abrir o livro dos monstros é como ir a uma sorveteria macabra para escolher o seu sabor de vilão! Eba! É que um livro dos monstros nada mais é do que um compêndio de criaturas de várias mitologias/culturas adaptadas para o jogo. Ou seja, é um bestiário cheio de estatísticas. O mestre escolhe o monstro como escolheria um pokemon e joga o bicho em cima de seus jogadores, que deverão lutar por suas vidas em batalhas antológicas ♥. 

Mortos vivos são monstros complicados porque eles isolam certas habilidades dos personagens. Alguns só podem ser atingidos com armas mágicas ou de prata, por exemplo (malditas sombras!). Todos eles não sofrem os famosos ataques furtivos do ladino e tirar um crítico em cima de um morto vivo não significa nada! Se não há pontos vitais para serem atingidos, não há ataques mais efetivos do que outros (tipo, não dá para acertar o rim de um cara que já está morto esperando que vá doer mais). Quem faz a festa com os mortos vivos são os clérigos, já que eles têm habilidades específicas para lidar com esses presuntos ambulantes que insistem em continuar pentelhando o mundo dos vivos. 

MORRE.... DIABO! TO EVERY UNDEAD, TURN, TURN, TURN!
Pois bem. Qual, então, seria meu morto vivo favorito? Eu curto bastante vampiros como vilões, mas acho que eles combinam mais com Ravenloft (Strahd!) do que com Elgalor :). Portanto, vou falar de dois mortos vivos que dão excelentes vilões (e, em certos casos, heróis, como vamos ver). 

Primeiramente, o morto vivo com o visual mais assustador/legal/badass! Desde que eu comecei a jogar, o bicho que mais me chamou atenção no livro dos monstros inteiro (o da 3.5, pelo menos) foi o Vulto Noturno (Nightshade), em especial o Andarilho Noturno. Percebe a imponência do rapaz: 


Os Vultos Noturnos são descritos como criaturas de pura maldade e escuridão (quem pode discordar, huh?). Eles se comunicam por telepatia e tem cheiro de "uma sepultura aberta em uma manhã de inverno" (?). Os Andarilhos, especificamente, têm mais de dois metros de altura e caçam na escuridão, aterrorizando os incautos com sua forma andrógina. Eu acho o visual deles absolutamente tenebroso e creio que são monstros muito interessantes de se utilizar em uma campanha, pois são furtivos e inteligentes. 

Por fim, vamos falar dos mortos vivos que dão ótimos antagonistas. Os lichs! Tanto é que O Senhor dos Anéis e Harry Potter contam com lichs como vilões (temos o Arthas no Warcraft também, enfim). O lich nada mais é do que um mortal (geralmente um mago) que adquiriu vida (morte?) eterna através de rituais escusos, geralmente colocando parte (ou partes) de sua alma em objetos que se chamam filactérias. Voldemort, por exemplo, é um lich com sete filactérias (horcruxes). Sauron poderia ser considerado um lich e sua filactéria é o Um Anel. No D&D, temos o famoso lich Vecna, que tornou-se um deus dos conhecimentos ocultos  a partir da terceira edição. 

Não se deixe enganar pelo sorriso. 
Existem, no entanto, lichs bons. São os baelnorns, lichs elfos que aceitam se tornar mortos vivos para proteger suas famílias, lares ou algo de muito importante para a raça. Os rituais para transformar um elfo em um baelnorn obviamente não são corrompidos como aqueles dos lichs malignos, e um elfo jamais fará isso se não tiver um objetivo bastante forte ou nobre. Acho que esse tipo de personagem pode gerar histórias/campanhas muito interessantes. Uma vez eu fiz uma ladina meio-elfa cuja mãe, uma humana, não queria revelar quem era o pai dela. A certa altura da campanha, tivemos um encontro com um baelnorn que acabou se sacrificando para nos salvar de uma situação horrível, e eu descobri que ele era, na verdade, o pai da Rowena (minha personagem). Foi bem legal (e trágico) e deu uma história muito bonita (tinha todo um motivo para isso e para a separação dele e da minha mãe e tals). 

Um baelnorn. Não me lembro como foi traduzido!

Enfim, estes são meus malvados  mortos vivos favoritos. E vocês, quais undeads gostam de expulsar em suas campanhas?