terça-feira, 27 de setembro de 2016

Descreva-se em três personagens fictícios

Saudações, pessoal! Por todos os deuses, que abandono! Que sumiço! Mas tudo bem, a essa altura as poucas pessoas e moscas que passam por aqui já estão acostumadas à minha ausência, né não?

Bem, meu retorno triunfal se deu por um motivo: fazia tempo que queria escrever algo por aqui e semana passada vi todo mundo compartilhando um meme bonitinho sobre se descrever usando três personagens fictícios. Como eu não seria capaz de fazer isso sem escrever *textos explicativos* sobre, aqui estou. Vou me descrever em três personagens fictícios e convido todo mundo a brincar também - se quiser - nos comentários.


1 - Sue Heck - The Middle.


Eu acho que pouca gente assiste The Middle, mas é uma série ultra bonitinha sobre uma família no meio do nada (esse é o título em português, aliás), que fala sobre as relações entre pais, filhos e irmãos de modo leve e bem realista, mas sem grandes dramas. Sue Heck é a filha do meio do casal Frankie e Mike e, bem... ela sou eu, gente. Extremamente desajeitada e inapta, mas uma sobrevivente. Sue é versada no fracasso e, apesar de ter suas habilidades, ela simplesmente nunca é notada. Sabe aquela pessoa azarada? Aquela que sempre passa despercebida? Aquela que não dá certo em UMA coisa que tentou fazer na escola, em um esporte, em uma atividade extra? Pois é. Sue Sue Heck é assim (sim, ela tem o nome repetido graças a um erro de cartório), e eu também fui. 

Ainda assim, Sue tem uma característica que eu admiro muito, que é a sua eterna alegria e otimismo. Segundo meu marido, eu sou "fofinha" como ela, mas na verdade nós dividimos a mesma expressão meio abobada, meio feliz: 


Na verdade, a Sue é aquela pessoa muito "dorky" . Mas ela tenta. E tenta. E tenta mais uma vez. Ela não é uma garota linda e popular, mas também não é incompreendida e revoltada. Muito pelo contrário. Ela também não é aquele ser genial e "cool", ou a jovem de palavras ácidas e atitudes que não condizem com sua idade. Ela é comum e desinteressante à primeira vista (e talvez à segunda, terceira...), e por isso ela acaba sendo tão especial e identificável. A Sue não se importa que riam dela ou que a achem uma tonta. Ela continua, mesmo sendo "versada no fracasso". Amém, Sue. Que a sua resiliência nos ensine muitas coisas. 

(Não, eu não sou tão resiliente e nem tão otimista. Mas eu sou mesmo parecida com a Sue XD). 

2 - Kagome - Inuyasha.



Kagome e eu... eu e Kagome... minha compreensão de que éramos parecidas veio em uma cena em que a Kagome sonha com o casamento do Miroku e da Sango e fica lá, suspirando e imaginando-se como cupido. O meu marido costuma dizer que eu vejo pares e romances em tudo, e é verdade. Todas as minhas personagens de RPG se casam no final da aventura e fazem grandes sacrifícios pelo seu amor (e essas coisas que deixam os mais durões com vontade de vomitar). A Kagome é a maior casamenteira do pedaço, e é bem romântica. Mas ela também é zangada e tem suas explosões de brabeza, porque eu não tenho sangue de barata não, oxe!


Bota o Inuyasha no lugar, Kagome! SENTA!

3 - Athelstan - Vikings.

Pensei, pensei e relutei em colocar o Athelstan aqui, porque eu acho que tenho uma visão muito particular do personagem. PORÉM, essa imagem resume tudo:

"Eu geralmente sou aquela pessoa que não tem ideia do que está acontecendo". 
Athelstan era uma criatura de boas que queria ficar lá no seu mosteiro escrevendo e lendo. Até que arrastaram ele de lá, forçaram-no a viver uma porção de coisas que ele nem queria e assimilar uma cultura diferente. Aonde ele ia, havia alguém que enxergava nele uma "utilidade" e acabava por usá-lo de uma forma ou de outra (ainda que gostassem dele). Perdido entre dois mundos e duas personas diferentes, o monge/viking finalmente encontrou seu caminho no final, decidindo que queria mesmo é seguir seu chamado. Feliz da vida, Athelstan voltou a ter paz quando percebeu quem ele era e o que ele realmente amava. Eu me identifico em vários níveis com a trajetória dele (e estou falando de um sentido amplo, não-religioso), então espero que uma crucificação ou um Floki surtado não estejam no meu caminho XD.

Fora que qualquer professor ou pessoa que cuida de crianças alheias pode se identificar com isso:

Athelstan cuidando das quiança do Ragnar: me representa.  Ele sendo ameaçado de morte pela Lagertha se algo acontecer com as quiança: eu na reunião de pais. 

Ou seja, gente: sou uma pessoa perdida de tudo, mas bem intencionada, romântica e versada no fracasso (e em como driblá-lo e chutar a bola pra frente). E "dorky". Ainda assim, tem gente que me ama, então alguma coisa deve estar dando certo.