sábado, 30 de janeiro de 2016

D&D 30 Day Challenge - #Dia4

Hoje o assunto do desafio é muito interessante... e ele traz uma carga emocional muito grande para mim ♥.

#Dia 4 - Ambientação favorita



Uma ambientação é o "mundo" onde a gente joga. Por exemplo, a "ambientação" de O Senhor dos Anéis seria a Terra-Média; a de Harry Potter, Hogwarts e o mundo bruxo, e assim vai. O Dungeons and Dragons tem várias ambientações oficiais: Forgotten Realms (bem fantasia clássica), Greyhawk, (que nasceu como um simples calabouço em cima de um castelo), Eberron (com seus ares meio steampunk), Ravenloft (o cenário "gótico" de D&D), Dark Sun, Al Qadim (DESERTOS!!!)....  enfim, há muitas opções. Mas, na verdade, o meu cenário favorito é o que a gente construiu em conjunto a um dos nossos mestres (meu marido, vulgo Odin - ele fez a maior parte, na verdade, a gente só faz personagem XD), Elgalor. 

Elgalor é um mundo especial para todos os jogadores mais frequentes da mesa. Ele foi nascendo devagarinho, de aventura em aventura, comportando novos lugares e personagens à medida que jogávamos diferente campanhas. A maioria dos grandes NPCs (personagens não-jogadores) do mundo são personagens que nós fizemos e que viraram grandes heróis. Assim, a rainha da floresta de Sírhion é minha barda meio-elfa Astreya, que se casou com o rei de lá (falo mais sobre ela em postagens futuras), Coran Bhael; o mago e conselheiro real da floresta de Sindhar é Aramil, o Sincero, personagem de outro jogador; um dos maiores templos de monges do mundo está nas mãos do Oyama, outro personagem de outro jogador; o maior caçador de dragões do mundo, Zorak, tem um forte e também foi criado por um dos nossos amigos, e assim vai. Em toda aventura, inevitavelmente algum desses personagens acaba marcando presença, fazendo aparições, e isso faz com que a gente relembre os bons tempos, se divirta, comemore... fora a alegria de poder jogar com os filhos deles, por exemplo. 

Por conta de toda esta variedade, o mundo acabou ficando muito rico em detalhes. Com todo mundo contribuindo, vira e mexe surgem coisas novas e histórias são criadas a partir das necessidades dos jogadores. Eu sempre brinco que gostaria de viver na Terra-Média, mas, em verdade, eu gostaria mesmo é de viver em Elgalor. Bom, e não é que eu vivo um pouquinho lá, vez ou outra? 

Arte por André Bacchi
Em tempos longínquos, maridão escreveu parte de uma das aventuras mais épicas que já jogamos em Elgalor, texto que eu publiquei em pequenos capítulos no Cancioneiro. Essa história acabou inspirando um excelente escritor chamado Charles William Krüger, o saudoso Jacó Galtran. Para nossa alegria, o primeiro romance publicado do Charles, Os Verdadeiros Gigantes, é uma história ambientada em Elgalor. Além disso, ele tem outro conto MARAVILHOSO nesse universo, disponível na Amazon: O Escudo dos Inocentes.  Houve até um quadrinho humorístico, Histórias de Taverna, desenhado pelo Ton Marx e escrito pelo Odin. Está disponível gratuitamente AQUI

Capa de "Os Verdadeiros Gigantes"

Bom, mas para quem tiver curiosidade sobre o mundo (este post ficaria enorme se eu detalhasse tudo), basta visitar o blog da ambientação. Vale à pena, eu prometo. 

(E vocês, que ambientações curtem? Ou em que mundos gostaria de jogar?). 

4 comentários:

  1. Sinto-me muito honrado pelas palavras em relação à nossa humilde ambientação. Por conta de seus personagens, também gosto muito do mundo que construímos todos juntos.

    Acho que o cenário oficial que mais gostei de jogar foi o de Forgotten Realms, por causa da riqueza de detalhes e diferenças entre um reino humano e outro.

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    1. Eu nunca joguei em Forgotten, Odin, mas curto bastante o que sei da ambientação :). Agora, Elgalor é maravilhosa. Pode se sentir honrado e orgulhoso ♥.

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  2. Puxa, Elgalor deve ser uma ambientação muito bacana! É incrível tudo o que vocês construíram ^^

    Quando jogava, gostava muito do cenário Forgotten Realms, onde jogamos muitas aventuras especialmente na região dos Dales (não sei como ficou a tradução disso^^)

    Beijos da Amanda^^

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    1. É MARAVILHOSA, Amanda. Você ia adorar jogar nela, eu acho. Já pensou, você correndo pelas planícies "Elgalorianas" com uma ranger meio-elfa, ou sendo uma bárbara das tribos Hakuan? PARTIU JOGAR!

      Dales foi traduzido como "Vales" aqui, Amanda (Vale da Adaga, Vale das Sombras... isso de acordo com o Odin!). Eu acho Forgotten uma ambientação muito legal, mas nunca joguei nela. Eu curto muito Ravenloft também, pelo clima gótico e a história interessante. Um dia tentei mestrar lá... vai ter um post sobre isso XD.

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Olá, comentários são sempre bem vindos! No entanto, postagens com linguajar muito chulo, caráter ofensivo ou preconceituoso (e todas estas coisas que pessoas adultas são plenamente capazes de evitar) serão apagadas. Trolls, só na mesa de jogo. Obrigada :).